segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

olhos de solidão


Veraneios de uma mente oblíqua,
de uma alma sem coração,
alias do que se sobrou de um coração,
o coração estava intacto até aqueles malditos olhos aparecerem
olhos cinzas sem ao menos um sentimento,
olhos castanhos com todo menosprezo,
olhos verdes dançantes junto a alma
olhos azuis que as vezes me deixam pasmas.
Olhos ladrão que roubaste meu coração.
Ah alma incrédula, nua, pura e crua,
várias formas se misturam em apenas uma mente confusa.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ápice da Loucura



Estou na beira do abismo,
no ápice total de uma loucura,
o simples dançar dos ventos pode me levar a brincar em outra vida,
vida estranha e desconhecida
mas bem mais sedutora e irresistível da qual estou vivendo,
qual o preço para continuar a vida deste lado!?
tente me salvar de toda esta loucura!

The Doors - My eyes have see you

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Lembranças


Deixe-me resgatar as lembranças
Ver o que já foi vivido como uma realidade;
cansada estou de sentir que nada disso é real,
os cheiros não tem sabores,
os sabores não tem cheiros,
nada se completa,
tudo se instiga,
deixa minha mente em paz,
quero vê-la viva como antes
quero lembrar aquele tão esperado beijo
e senti-lo que foi real,
e não apenas uma lembrança de outra vida.

Ao som de The Doors - Twentieth Century Fox

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

para alguém


Escrevo para me livrar de mim
saltar deste corpo em que se apodrece a cada dia,
escrevo com angústias e alegrias.
Hey você que está do outro lado,
consegues me ouvir!? quem és tu?
que todas as noites assombra meus sonhos
deixando um caos em minha mente,
deixe meus sonhos em paz, quero apenas respirar,
um sopro leve e divino, apenas respirar
deixe me escrever a alguém
alguém cujo não sei,
mas que estais sempre em meu olhar

Ao som de Twentieth Century Fox - The Doors

sábado, 2 de outubro de 2010

A Passagem


Estranho sentimento de perca
Angústia, tristeza, difícil aceitar a passagem de vida
O pra sempre é muito tempo
Será que nos veremos em outras vidas
Sentes meus sentimentos!?
Posso senti-lo perto de mim!?
Como é essa passagem!?
Tantas perguntas sem respostas
Quantas lágrimas derramadas
É difícil a separação, é egoísmo,
quem garante que isso é o fim!?
Uma vida se inicia, em outro mundo
Junto ao Verdadeiro Sábio,
um lugar onde não haverá fome, guerras e frieza
lugar com paz, sabedoria
Chega de sofrimentos
começa-se uma nova vida em outro lugar
Descance em paz tio

LUTO

Na foto meu tio à esquerda que faleceu hoje com meu pai

quinta-feira, 23 de setembro de 2010


... pensamentos distantes de uma vida distante
algo vivido em outro século ou quem sabe universo
sinto-me psicografando uma carta medium
não tenho idéia das palavras,
basta colocar em minhas mãos lápis e papel
da onde vem essa inspiração!?
Tudo isso já foi vivido apagado, vivido apagado
e vivido mais uma vez
dessa vez vou usar um papel novo
chega de rabiscos;
alías quero também cores novas,
quero uma nova história,
uma nova nota, um novo perfume,
uma nova dança, quero tudo novo dinovo!

PS: amanhã enfrento a mesa cirurgica, boa sorte para eu!

ao som de Nando Reis - Por onde andei

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

devolva


Eu quero algo novo,
algo que realmente me interessa,
que me de forças para colorir a alma,
que desde aquele dia foi apagada,
com uma imunda borracha,
deixando apenas borrões,
caminhos a serem juntados.
Devolva meus lápis, tintas,
tudo aquilo que coloriu minha vida,
não sejas tão cruel a esse ponto,
me de apenas o que necessito,
sem exageros nem escassos,
apenas o necessário para que tenha ao menos uma cor,
não quero cores pastéis,
quero as cores de antes,
o vermelho vivo pulsando em minhas veias,
os castanhos brilhantes em meus olhos,
o negro com o perfume de meu cabelo,
a pele queimada pela sol da tarde,
o rosado das bochechas alegres,
apenas isso devolva-me,
o restante pode ficar para tu,
já ques és tão egoístas assim,
caso não queiras devolver minhas cores ques é minha por direito,
devolva-me você,
o seu amor que um dia me destes e depois arrancaste,
a razão pela qual minha vida tinha cores...